terça-feira, 30 de novembro de 2010

Defensoria Pública de SP inaugura unidade de atendimento móvel em Mauá

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo inaugurou na última sexta-feira (26/11) uma unidade de atendimento móvel. O serviço poderá atender os municípios paulistas que não contam com uma unidade da Defensoria e também poderá ser utilizada em feiras e eventos externos dos quais a instituição participa.

A primeira comunidade beneficiada pela unidade móvel foi o Jardim Oratório, em Mauá, onde a população sofre com desapropriações advindas do prolongamento da Avenida Jacu Pêssego. Segundo o Defensor Público Rafael Galati Sábio, que esteve na comunidade prestando atendimento, o novo serviço é importante para que a Defensoria forneça assistência jurídica gratuita para populações de baixa renda que moram em regiões atualmente não abrangidas pela Defensoria de SP. “Foi gratificante o comparecimento ao local, pois se trata se de uma comunidade carente, de difícil acesso e que necessita de atendimento”, disse o Defensor.

O atendimento móvel é feito por meio de um veículo-furgão, adaptado para o atendimento ao público. Os interessados em receber o atendimento da unidade móvel devem entrar em contato pelo telefone (11) 3105-5799 (ramal 272). Outras informações podem ser acessadas no site www.defensoria.sp.gov.br.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Encontro da Defensoria Pública SP e estudantes ocorre na próxima quinta-feira (11/11) na PUC-SP

A Escola da Defensoria Pública do Estado (EDEPE), os Núcleos Especializados da Defensoria e sua Ouvidoria-Geral promovem na próxima quinta-feira (11/11) o debate “Acesso à Justiça, Cidadania e Educação Popular” com estudantes de graduação em Direito. O evento tem o objetivo de debater a importância da educação em direitos e o papel da Defensoria Pública e estudantes nessa atividade, aproximando a instituição e futuros profissionais.

O evento ocorre em auditório da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), localizada na Rua Monte Alegre, nº 1104, na Capital. O evento é aberto ao público, gratuito e não é necessário fazer inscrição prévia.
Serão conferidos certificados de participação desde que respeitada a carga horária de 75%. A programação é dividida em três etapas.

PROGRAMAÇÃO
Auditório 239
09hs00min:
Educação Popular e Extensão Universitária
Debatedores:
Ana Lúcia Graciani - Coord. pedagógica Inst. Paulo Freire
Marcus Orione – Professor Livre-Docente da FADUSP
Christine Peter – Prof. Unb. Assessora de Assuntos
Internacionais da presidência do STF
11hs15min:
Educação Popular e Assessoria Jurídica Popular
Debatedores:
Igo Sampaio – Defensor Público do Núcleo de DH no Piauí. Membro
da Renap
Lívia Gimenes – Mestranda Unb e coord. do projeto Promotoras Legais
Populares no DF
Salas 214, 215 e 216
17hs00min:
Diálogo dos estudantes com os Núcleos da Defensoria Pública de SP
A Defensoria Pública de SP possui 9 núcleos de atuação, sendo que ficarão
distribuídos em 3 salas, cada qual com 3 núcleos.
Auditório 333
19hs00min:
Educação Popular e Defensoria Pública
Debatedores:
André Castro – Presidente da Ass. Nacional e da Ass. Interamericana de
Defensores Públicos
Gustavo Reis – Defensor Público em SP
20h45min:
Educação Popular e Movimentos Sociais
Debatedores:
Luciana Zaffalon – Ouvidora-Geral da Defensoria Pública de SP
André Kehdi – Advogado SP. Diretor jurídico IDDD.
Atua em projetos de educação em direitos para líderes comunitários e
pessoas presas.
Benedito Barbosa – Central de Movimentos Populares




7º Cine Debate da Escola da Defensoria apresenta o filme “Quanto vale ou é por quilo?”

A Escola da Defensoria Pública do Estado – EDEPE realiza na próxima sexta-feira(12/11) seu 7º Cine Debate, com a exibição do filme “Quanto vale ou é por quilo?”, dirigido por Sérgio Bianchi. A trama faz reflexões sobre vários temas, como justiça social, democracia e liberdade.

O filme é baseado no conto “Pai contra mãe” de Machado de Assis e traça um paralelo entre a vida no período da escravidão e a sociedade brasileira contemporânea, focalizando as semelhanças existentes no contexto social e econômico das duas épocas.

Após a exibição, Eduardo Benaim, roteirista do filme, participará de debate com a platéia sobre os temas levantados pelo filme.

O evento começa às 19h e será realizado no cinema HSBC Belas Artes, localizado na Rua da Consolação, nº 2423, na Capital.

O evento é gratuito e destina-se a Defensores Públicos, Servidores e Estagiários da Defensoria, mas há vagas limitadas para o público geral interessado. As inscrições deverão ser feitas até o dia do evento (12/11) através do e-mail escola@defensoria.sp.gov.br.

O “Cine Debate da EDEPE – o mundo jurídico nas telas do cinema” é um evento que procura utilizar os recursos audiovisuais da sétima arte para otimizar a interdisciplinaridade, o senso crítico e o olhar sensível ao mundo.

Serviço
7º Cine Debate da EDEPE
Exibição do filme “quanto vale ou é por quilo?”
Data: 12 de novembro
Horário: 19h
Local: HSBC Belas Artes (Rua da Consolação, 2423)


Organização Cidades Sem Fome recebe prêmio internacional

A Organização Não Governamental Cidades Sem Fome recebeu o Prêmio Internacional de Dubai, Emirados Árabes Unidos, de Melhores Práticas para Melhoria das Condições de Vida (DIABP). A ONG foi considerada uma das 12 melhores práticas do mundo com as hortas comunitárias em São Paulo.

Um júri independente de peritos internacionais, anunciou os 12 vencedores do Prêmio, em seu oitavo ciclo. Dubai vai acolher uma cerimónia especial para distribuir prêmios no final deste ano.
Segundo os patrocinadores do prêmio a cerimônia dará a todos os vencedores a oportunidade de beneficiar das experiências de outras práticas e lições. Cada uma das dozes instituições vencedores receberão um prêmio em dinheiro no valor de 30.000 dólares, para além da "Barjeel" troféu e certificado de mérito.

Por um mundo melhor

Organização Não Governamental luta para amenizar o problema da fome na cidade de São Paulo

A Entidade, Cidades Sem Fome, fundada por Hans Dieter Temp, ex coordenador do Programa de Agricultura Urbana pela Secretaria do Meio Ambiente do Município de São Paulo, está em funcionamento desde 2004 e busca superar as dificuldades entre a população mais carente. Através do projeto de agricultura urbana e hortas comunitárias, tenta minimizar a fome e o desemprego, levando diversidade nutricional e distribuição de renda nas áreas mais necessitadas.

A ONG possui 21 hortas espalhadas em locais de grande concentração habitacional. Áreas sem utilização específica - fornecidas por patrocinadores, como a Petrobras, por contrato regulamentado - são aproveitadas para o plantio dos alimentos. As hortas estão localizadas principalmente na zona leste, em comunidades em que o nível de desemprego é elevado e o acesso a alimentos de valor nutritivo é precário.

As comunidades, em geral afastadas da zona "metropolitana" da cidade, sofrem com a falta de alimentos a serem comercializados. As hortas, além de ajudar na renda dos moradores, enriquece o cardápio principalmente das crianças, por um preço acessível à população.
O projeto comunitário ocupa o dia das pessoas com o trabalho no plantio, manutenção e colheitas de verduras e hortaliças. O produto, totalmente orgânico, é comercializado em mercearias da comunidade. A renda é dividida entre todas as famílias que trabalham nas hortas.

SELEÇÃO
Hans explica como é feito o processo de escolha daqueles que irão trabalhar nas hortas: "Não adianta nós convocarmos as pessoas, precisamos convidá-las e elas precisam se interessar. Em cima das pessoas que têm interesse, nós começamos o trabalho de seleção. A partir daí, temos uma assistente social que irá fazer uma avaliação para identificar aqueles que têm menos condições, para não haver a injustiça de beneficiarmos alguém que já possui algum tipo de auxílio".


Segundo Hans, atualmente 110 pessoas são diretamente beneficiadas pelo projeto, no entanto, o número passa de mil pessoas, se contabilizados todos aqueles que foram indiretamente beneficiados pelos cursos de capacitação que são oferecidos pela entidade.

Para ele, o intuito é fazer com que as hortas se tornem independentes: "A ideia futura é que estas hortas se desvinculem da Cidades Sem Fome, que cada uma - ou o conjunto delas - crie um corpo próprio. Aí que entra a questão da sustentabilidade. Acontecendo isso, a organização cria condições para começar a expansão do projeto em outros lugares".