Reciclar o lixo, além de contribuir com o meio ambiente, pode gerar vantagem financeira. A coleta seletiva é fácil e ajuda a amenizar a situação dos aterros sanitários. Não saber como e nem o que fazer com o lixo reciclável é a principal causa da relutância em separar os resíduos domésticos. Para se ter uma idéia, 1 kg de latinhas de alumínio rende aproximadamente R$ 3,50.
Garrafas pet, embalagens de produtos de limpeza, latinhas de cerveja e refrigerante, papel, garrafas, entre outros, são os descartáveis mais comuns encontrados no lixo urbano e que poderiam ser reciclados e gerar renda.
O valor pago pelo lixo reciclável varia de acordo com o comprador. O material reciclável pode ser encaminhado a cooperativas, associações de moradores, ao ferro velho, recicladores de rua autônomos ou à Prefeitura Municipal.
Segundo a aposentada Esmeralda Cardozo de Carvalho, 68 anos, a reciclagem das latinhas que junta e vende na cooperativa próxima a sua casa ajuda em sua renda familiar. “Recebo um salário mínimo por mês do INSS, e as latinhas, além de ocupar meu tempo, ainda me ajudam a pagar as contas.”
De todo o material descartado e que se transforma em lixo nas cidades, cerca de 50% podem ser recuperados como matéria-prima, podendo ser reutilizados na fabricação de novos produtos.
Programa de Coleta Seletiva
Mesmo para aqueles que não se interessem em vender o lixo que produzem, há métodos eficientes e fáceis de fazer a coleta.
A Prefeitura paulistana mantém um programa de coleta seletiva que conta com 20 centrais de triagem. Em 2010, cerca de 160 toneladas de material por dia foram coletados. Em outros 73 municípios de do Estado de São Paulo já funcionam sistemas similares.
Somente na cidade de São Paulo, são 1871 condomínios residenciais participantes do programa, que utilizam 2876 contêineres. Os endereços dos locais que já são atendidos e as centrais de triagem podem ser conhecidos pelo site da Prefeitura: www.prefeitura.sp.gov.br.
Sua rua já faz parte do programa de coleta da Prefeitura de São Paulo?
Em caso positivo, é possível verificar junto às empresas a viabilidade de instalação do contêiner. Caso não seja possível a instalação, os recicláveis poderão ser disponibilizados em vias públicas, nos dias estabelecidos da coleta orgânica. Não é necessário separar o material, pois o mesmo será feito pelas cooperativas nas centrais de triagem. É preciso apenas separar o material seco do úmido e disponibilizá-lo no dia e período da coleta.
Além da contribuição para o meio ambiente e da renda extra que pode ser gerada, a coleta seletiva colabora com pessoas que vivem da reciclagem. Segundo dados da Prefeitura de São Paulo, a cidade gera, em média, 17 mil toneladas de lixo diariamente. Só de resíduos domiciliares são coletados quase 10 mil toneladas por dia. Cerca de mil pessoas que vivem em situação muito precária são beneficiadas pelo programa, com geração de renda, emprego e inclusão social.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
O superendividamento dos jovens
Como se prevenir para não cair na inadimplência
Os jovens brasileiros são consumidores de alto potencial e estão na lista do superendividamento. No país chegam a 32 milhões, segundo o IBGE. Jovens entre 12 e 19 anos chegam a gastar em média R$ 50,00 por semana. A pesquisa mostra que o número de jovens endividados dobrou entre 2009 e 2011 e que atualmente 2,4 milhões de consumidores brasileiros entre 15 e 24 anos estão com suas contas no vermelho.
Os jovens ingressam no mercado de trabalho mais cedo do que antigamente. Para o economista Emilio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo, o aumento de jovens inadimplentes reflete a entrada dessa faixa etária no mercado de trabalho. ”Essa faixa etária quer realizar sonhos em compras quando recebe os primeiros salários. Apesar da crescente oferta de empregos, falta ainda planejamento financeiro entre os jovens.”
Ainda dependente dos pais, a adolescente Stéfani Nasal da Cruz, 14 anos, não vê à hora de trabalhar: “prefiro ganhar o meu próprio dinheiro a pedir aos meus pais”, afirma.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego registraram 89.192 pessoas de 14 a 24 anos contratadas em março de 2008 na região Metropolitana de São Paulo. Esse número caiu para 78.709 no mesmo mês do ano seguinte e saltou para 109.711 em 2010.
Para o professor PHD de Administração e Planejamento Marcos Crivelaro, o jovem deve estar atento a alguns detalhes e atitudes para não cair na armadilha da inadimplência. A sugestão básica dos especialistas é evitar a utilização de cartões de crédito, o que ajuda a reduzir as compras decididas por impulso.
Dicas básicas para evitar o super endividamento:
Ao sair de casa, convém levar apenas o dinheiro que se espera gastar, com uma margem de segurança, para imprevistos.
Só levar o cartão de crédito por razões de segurança (ou nem levá-lo).
Reservar algum dinheiro é sempre bom. A quantidade sugerida por especialistas para preservar na conta-corrente é o equivalente a um salário. Esse dinheiro poderá fomentar a geração de uma poupança que até se multiplique com o passar do tempo.
Ao ir a alguma festa ou balada, bar ou boate, reflita antes sobre qual seria o limite razoável de gasto e dedique-se a cumpri-lo.
As tarifas de ligações por celular podem pesar na conta. Recomenda-se a utilização de maneira consciente e apenas em casos de necessidade de fato.
Comer fora de casa pode não ser saudável e custar caro. Levar lanches mais leves e feitos em casa, inclusive frutas, pode significar uma redução de gasto mensal importante.
Os jovens brasileiros são consumidores de alto potencial e estão na lista do superendividamento. No país chegam a 32 milhões, segundo o IBGE. Jovens entre 12 e 19 anos chegam a gastar em média R$ 50,00 por semana. A pesquisa mostra que o número de jovens endividados dobrou entre 2009 e 2011 e que atualmente 2,4 milhões de consumidores brasileiros entre 15 e 24 anos estão com suas contas no vermelho.
Os jovens ingressam no mercado de trabalho mais cedo do que antigamente. Para o economista Emilio Alfieri, da Associação Comercial de São Paulo, o aumento de jovens inadimplentes reflete a entrada dessa faixa etária no mercado de trabalho. ”Essa faixa etária quer realizar sonhos em compras quando recebe os primeiros salários. Apesar da crescente oferta de empregos, falta ainda planejamento financeiro entre os jovens.”
Ainda dependente dos pais, a adolescente Stéfani Nasal da Cruz, 14 anos, não vê à hora de trabalhar: “prefiro ganhar o meu próprio dinheiro a pedir aos meus pais”, afirma.
Dados do Ministério do Trabalho e Emprego registraram 89.192 pessoas de 14 a 24 anos contratadas em março de 2008 na região Metropolitana de São Paulo. Esse número caiu para 78.709 no mesmo mês do ano seguinte e saltou para 109.711 em 2010.
Para o professor PHD de Administração e Planejamento Marcos Crivelaro, o jovem deve estar atento a alguns detalhes e atitudes para não cair na armadilha da inadimplência. A sugestão básica dos especialistas é evitar a utilização de cartões de crédito, o que ajuda a reduzir as compras decididas por impulso.
Dicas básicas para evitar o super endividamento:
Ao sair de casa, convém levar apenas o dinheiro que se espera gastar, com uma margem de segurança, para imprevistos.
Só levar o cartão de crédito por razões de segurança (ou nem levá-lo).
Reservar algum dinheiro é sempre bom. A quantidade sugerida por especialistas para preservar na conta-corrente é o equivalente a um salário. Esse dinheiro poderá fomentar a geração de uma poupança que até se multiplique com o passar do tempo.
Ao ir a alguma festa ou balada, bar ou boate, reflita antes sobre qual seria o limite razoável de gasto e dedique-se a cumpri-lo.
As tarifas de ligações por celular podem pesar na conta. Recomenda-se a utilização de maneira consciente e apenas em casos de necessidade de fato.
Comer fora de casa pode não ser saudável e custar caro. Levar lanches mais leves e feitos em casa, inclusive frutas, pode significar uma redução de gasto mensal importante.
Jovens consomem álcool cada vez mais cedo
Jovens de até 12 anos já se veem envolvidos com o vício
O consumo de bebidas alcoólicas entre jovens a partir de 12 anos aumentou, segundo o último levantamento domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de S. Paulo (Unifesp) (2005). 74,6% dos brasileiros já fizeram uso de álcool alguma vez na vida.
Os dados apresentados, comparados aos do levantamento realizado em 2001, mostram que houve aumento nos casos de dependência de álcool entre pessoas de 12 a 65 anos. Em 2001, o índice foi de 11,2%; em 2005, 12,3%. O índice é maior que a média mundial, que é de 2,5%.
O alcoolismo nunca foi problema exclusivo dos adultos. Mas o aumento do consumo leva a perguntar por que os jovens estão se envolvendo com o álcool cada vez mais cedo.
Além de fatores familiares e genéticos (algumas pessoas podem ser mais propensas ao alcoolismo), comportamentos de grupo, a “pressão” de amigos, o medo da exclusão, o baixo custo da bebida, a falta de controle na oferta e no consumo, além da ausência de limites sociais, colaboram para que o primeiro contato com a bebida ocorra mais cedo.
Segundo o psicólogo do Instituto Bairral de Psiquiatria de Itapira – SP e mestre em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba, José Antônio Zago, a adolescência é um período de risco ao ingresso ao uso de drogas. “Além do desejo de querer experimentar o ‘novo’, buscar novos desafios, os jovens sentem a necessidade de buscar ‘respostas’ ao seu viver”, explica.
O consumo de bebida alcoólica é aceito e até estimulado pela sociedade. Muitos pais se desesperam ao descobrir que o filho usa algum tipo de droga ilícita, mas não se chocam com o fato de ele conviver com a bebida. “Jovens ou crianças inseguras que vivem em ambiente de alta vulnerabilidade social tendem a ingressar mais precocemente no mundo das drogas, incluindo a bebida alcoólica. Devemos tratar os jovens como cidadãos que estão em formação e que precisam ser protegidos para que atinjam a idade adulta de forma inteira e íntegra”, adverte o psicólogo. “Se proíbem a propaganda de cigarros, por que não proíbem a de bebidas também?”, indaga.
Perigos associados
O álcool, em qualquer quantidade, é uma substância tóxica, e os seus efeitos são potencializados em metabolismos de pessoas jovens. Além dos malefícios à saúde, os jovens são justamente os mais suscetíveis aos riscos que costumam se associar ao consumo de álcool, como de acidentes no trânsito e a falta de prevenções de um modo geral.
A estudante paulistana, Aline Ferreira, 21 anos, sentiu-se receosa depois de ter mantido relação sexual sem preservativo, segundo ela por estar embriagada. “Eu estava muito alterada e nem lembro direito o que aconteceu. No dia seguinte fiquei desesperada, pois sabia que tinha transado sem preservativo e que poderia correr algum risco. Felizmente, nada me aconteceu”, conta a estudante.
O consumo de bebidas alcoólicas entre jovens a partir de 12 anos aumentou, segundo o último levantamento domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil realizado pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) da Universidade Federal de S. Paulo (Unifesp) (2005). 74,6% dos brasileiros já fizeram uso de álcool alguma vez na vida.
Os dados apresentados, comparados aos do levantamento realizado em 2001, mostram que houve aumento nos casos de dependência de álcool entre pessoas de 12 a 65 anos. Em 2001, o índice foi de 11,2%; em 2005, 12,3%. O índice é maior que a média mundial, que é de 2,5%.
O alcoolismo nunca foi problema exclusivo dos adultos. Mas o aumento do consumo leva a perguntar por que os jovens estão se envolvendo com o álcool cada vez mais cedo.
Além de fatores familiares e genéticos (algumas pessoas podem ser mais propensas ao alcoolismo), comportamentos de grupo, a “pressão” de amigos, o medo da exclusão, o baixo custo da bebida, a falta de controle na oferta e no consumo, além da ausência de limites sociais, colaboram para que o primeiro contato com a bebida ocorra mais cedo.
Segundo o psicólogo do Instituto Bairral de Psiquiatria de Itapira – SP e mestre em educação pela Universidade Metodista de Piracicaba, José Antônio Zago, a adolescência é um período de risco ao ingresso ao uso de drogas. “Além do desejo de querer experimentar o ‘novo’, buscar novos desafios, os jovens sentem a necessidade de buscar ‘respostas’ ao seu viver”, explica.
O consumo de bebida alcoólica é aceito e até estimulado pela sociedade. Muitos pais se desesperam ao descobrir que o filho usa algum tipo de droga ilícita, mas não se chocam com o fato de ele conviver com a bebida. “Jovens ou crianças inseguras que vivem em ambiente de alta vulnerabilidade social tendem a ingressar mais precocemente no mundo das drogas, incluindo a bebida alcoólica. Devemos tratar os jovens como cidadãos que estão em formação e que precisam ser protegidos para que atinjam a idade adulta de forma inteira e íntegra”, adverte o psicólogo. “Se proíbem a propaganda de cigarros, por que não proíbem a de bebidas também?”, indaga.
Perigos associados
O álcool, em qualquer quantidade, é uma substância tóxica, e os seus efeitos são potencializados em metabolismos de pessoas jovens. Além dos malefícios à saúde, os jovens são justamente os mais suscetíveis aos riscos que costumam se associar ao consumo de álcool, como de acidentes no trânsito e a falta de prevenções de um modo geral.
A estudante paulistana, Aline Ferreira, 21 anos, sentiu-se receosa depois de ter mantido relação sexual sem preservativo, segundo ela por estar embriagada. “Eu estava muito alterada e nem lembro direito o que aconteceu. No dia seguinte fiquei desesperada, pois sabia que tinha transado sem preservativo e que poderia correr algum risco. Felizmente, nada me aconteceu”, conta a estudante.
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