quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Por um mundo melhor

Organização Não Governamental luta para amenizar o problema da fome na cidade de São Paulo

A Entidade, Cidades Sem Fome, fundada por Hans Dieter Temp, ex coordenador do Programa de Agricultura Urbana pela Secretaria do Meio Ambiente do Município de São Paulo, está em funcionamento desde 2004 e busca superar as dificuldades entre a população mais carente. Através do projeto de agricultura urbana e hortas comunitárias, tenta minimizar a fome e o desemprego, levando diversidade nutricional e distribuição de renda nas áreas mais necessitadas.

A ONG possui 21 hortas espalhadas em locais de grande concentração habitacional. Áreas sem utilização específica - fornecidas por patrocinadores, como a Petrobras, por contrato regulamentado - são aproveitadas para o plantio dos alimentos. As hortas estão localizadas principalmente na zona leste, em comunidades em que o nível de desemprego é elevado e o acesso a alimentos de valor nutritivo é precário.

As comunidades, em geral afastadas da zona "metropolitana" da cidade, sofrem com a falta de alimentos a serem comercializados. As hortas, além de ajudar na renda dos moradores, enriquece o cardápio principalmente das crianças, por um preço acessível à população.
O projeto comunitário ocupa o dia das pessoas com o trabalho no plantio, manutenção e colheitas de verduras e hortaliças. O produto, totalmente orgânico, é comercializado em mercearias da comunidade. A renda é dividida entre todas as famílias que trabalham nas hortas.

SELEÇÃO
Hans explica como é feito o processo de escolha daqueles que irão trabalhar nas hortas: "Não adianta nós convocarmos as pessoas, precisamos convidá-las e elas precisam se interessar. Em cima das pessoas que têm interesse, nós começamos o trabalho de seleção. A partir daí, temos uma assistente social que irá fazer uma avaliação para identificar aqueles que têm menos condições, para não haver a injustiça de beneficiarmos alguém que já possui algum tipo de auxílio".


Segundo Hans, atualmente 110 pessoas são diretamente beneficiadas pelo projeto, no entanto, o número passa de mil pessoas, se contabilizados todos aqueles que foram indiretamente beneficiados pelos cursos de capacitação que são oferecidos pela entidade.

Para ele, o intuito é fazer com que as hortas se tornem independentes: "A ideia futura é que estas hortas se desvinculem da Cidades Sem Fome, que cada uma - ou o conjunto delas - crie um corpo próprio. Aí que entra a questão da sustentabilidade. Acontecendo isso, a organização cria condições para começar a expansão do projeto em outros lugares".

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